segunda-feira, 28 de maio de 2007


sexta, a senhora coragem louca encontrou (um tanto quanto, por acaso) o senhor covardia.

aguardem. =)

terça-feira, 22 de maio de 2007

não me deixe sentada no chão da sala sozinha.
não me deixe sozinha. não não por favor.
e eu tenho andado tão sozinha
que se eu fizer qualquer coisa, qualquer uma,
boa ou ruim,
a culpa será inteiramente e só, só
minha.

sábado, 19 de maio de 2007

ana, maria e paula.
perdida nas palavras e perdida delas nelas.
elas, as meninas e as palavras, se entrecruzam em desespero e salvação.
sofrem as dores uma das outras.
ana é aquela que nem nas palavras consegue estar.
maria está em cada vírgula e ela não se disperdiça.
e paula, se disperdiça não disperdiçando nada de maria.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

peguei no volante do carro e baixei o vidro da janela por inteiro.
pé de all star no acelerador, e não beibe, eu não vou parar!
vou ligar o rádio num rock muito louco e deixar ventar!
vou me descabelar e não quero nem saber de frear.
eu fiz sexo louco e bêbado com você e engravidei de maria.
depois passei o cigarro pra mão esquerda, segurei o lápis na direita e comecei.
eu não sabia que podia até que fui lá e fiz.
me viciei nessa hiperatividade mental. me apaixonei por ela e ela me salva de todas as rejeições de mim. ela me envolve e me deixa de alma azul e dedos doloridos e agora eu tô é muito felizmente fudida. e não largo mais da sua mão.
quer me deixar bêbada?! eu deixo!
quer dançar até morrer?! eu danço!
que me empurrar do precipício? eu não te solto and here we go!
tô gastanto todas as minhas moedas pra te conhecer. todos os meus grafites, riscos, letras e bics. você é um vício do caralho. e é só garrancho e papel no nosso ninho de amor.
você é a melhor briga que já comprei.
~
"and say a word for joanna love
she ain't got nothing at all
'cos everyday she falls in love
and everynight she falls when she does"
oh sweet nothing . velvet underground

sábado, 12 de maio de 2007

hoje eu construí maria.
maria é fruto de pensamentos, ela sou o que não consigo viver.
ela anda por onde não posso chegar, ela pisa onde meus pés jamais podem me levar.
ela come o que eu como, ela beija todos que beijei. mas ela ainda é além.
ela leva sozinha a vida dela pra passear, é tocada na alma e toca.
ela descende de um profundo tédio, que amamentou os filhotes da imaginação(?)
ou será que é o contrário?!
maria também é perdida.
ela é grande e não tenta se esconder.
seus sentimentos gritam, e ela explode em desinspiração.
des.

espero.
ins.
piração.
ção.

emoção .

segunda-feira, 7 de maio de 2007

escova maria.
escova esse seu cabelo.
levante aí. insone no meio da madrugada como quem não quer nada.
arruma a casa, porque ela está caindo.
é sujeira pra todo lado e daqui a pouco as baratas vão vir morar no seu ouvido.
vai pro banheiro e faz um xixi.
use sua mãozinha e tire os cabelos que caíram na pia.
pega a tal vassoura e varre essa imundice no chão.
são cabelos, e cabelos e cabelos por todos os lados.
juntos com um pano sujo.
você não vai voltar.
agora eu sei que você não mais vai voltar. mas isso vai passar.
eu vou continuar a fumar meus cigarros
e sem a desculpa de neles tentar me achar.
sei bem onde estou.
só não sei bem porque vc me deixou.

perdi, perdi, perdi.
game over pra você gata.

terça-feira, 1 de maio de 2007

a concha e a menina.

a menina viveu numa concha por longos 17 anos. lá ela aprendeu a ser. a ser amor, lágrima, sorriso e dor. na concha ela podia se debater e sempre que ela caía o chão virava lago a parede virava esponja.ela mergulhava de costas e se necessário ficava no lá no fundo.e se reclamassem? surdez temporária, a água entrava nos ouvidos. um dia ela decidiu, vejam só, decidiu de livre e espontâneo desespero deixar a concha. inventou uma desculpa, e caiu fora. e quando a dor aparece a menina quer voltar pra concha com paredes rabiscadas. mas ela não pode.